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Utilidade Pública Escuta Especializada

Secretário ratifica apoio da Segurança Pública nas ações do serviço de Escuta Especializada de Crianças e Adolescentes

Centro oferece proteção integral de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência

04/04/2022 às 14h58
Por: Matheus Lima Fonte: Secretaria de Segurança Pública
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em alusão aos cinco anos da criação da Lei da Escuta, foi inaugurado nesta segunda-feira, 4, o espaço do serviço de Escuta Especializada do Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio, em Palmas. O serviço visa contribuir com a proteção integral de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. 

Participando do evento, o secretário de estado da Segurança Pública do Tocantins, Wlademir Costa, reforçou que o Governo do Estado está engajado neste processo e que todo o suporte será oferecido pela Segurança Pública para que seja oferecido um atendimento ágil, humanizado e adequado às vítimas de violência. 

“Quando verifiquei o Termo de Cooperação e vi que poderíamos fazer mais, automaticamente viemos aqui, nos colocamos à disposição e conseguimos fazer algo concreto. A Segurança Pública vai participar mais efetivamente deste serviço, inclusive, hoje, estamos designando uma servidora para ficar ligada ao Centro e levar à Secretaria as demandas necessárias para que este trabalho se fortaleça cada vez mais.”, disse o secretário, acrescentando que estas ações também devem ser levadas ao interior do Estado. “Onde tiver um juiz, um promotor, um delegado de polícia tem que ter um sistema como este.”, destacou. 

O coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Tocantins, Juiz Adriano Gomes de Melo Oliveira, afirmou que o trabalho oferecido pelo Centro, incluindo a  Escuta Especializada, mostra a articulação de diversos atores para que se efetive a fase moderna da aplicação da Justiça. “Mais que responsabilizar o agressor, precisamos  proteger as vítimas, tratá-las com humanidade e encaminhá-las de maneira que aquele ato de violência não traga grande reflexo para ela. Não adianta, por exemplo, um agressor ficar dez anos numa prisão e, ás vezes, a vítima, que não recebe um atendimento adequado, daqui  a dez anos ser uma pessoa traumatizada, passando por situações que levem a sofrimento e até suicídio.”, destaca o coordenador. 

Em sua fala, a  psicóloga do  Grupo Gestor de Equipes Multidisciplinares do TJ/TO (GGEM-TJTO) reforçou que a criança e adolescente contam com um espaço em que podem ser escutadas e também receber apoio quanto à responsabilização do ato. “É de suma importância que a vítima seja ouvida por profissional capacitado, em ambiente acolhedor,  para que sejam captadas informações necessárias à prestação de um atendimento adequado e para que se minimizem as consequências da violência”, lembrou.

O promotor de Justiça Sidney Fiori Júnior também reforçou a importância de o espaço funcionar de maneira articulada para ajudar na integração dos serviços. “É um momento de felicidade porque há algum tempo temos vários atores trabalhando nesta causa.  Este espaço é resultado da união de instituições, é um espaço necessário de acolhimento que garante segurança, conforto e um atendimento mais humanizado”.  

O juiz auxiliar da presidência do TJ, Manuel de Farias Reis Neto, também lembrou que o espaço permite que sejam minimizadas as omissões que possam ocorrer na assistência às vítimas. “No passado, às vezes, essa criança era ouvida ao lado agressor, ocasião em que se faziam perguntas,  e isso a apenas há alguns anos, há 14 anos. Ficamos felizes em ver esta evolução, mas, como o secretário Wlademir falou, esta é uma sementinha plantada aqui em Palmas. Temos que ter a preocupação de ter uma estrutura como esta nas cidades mais longínquas e que são onde ocorrem mais casos”, lembrou.  

Serviço

No Centro de Atendimento, localizado na 504 sul, pode ser feito o registro da ocorrência criminal, atendimento pela equipe multidisciplinar da delegacia, coleta do depoimento especial pela autoridade policial e a realização da prova pericial. São realizadas ações como: escuta especializada, registro de ocorrência policial, instauração de inquérito policial, atendimento psicossocial e do apoio social, perícias médico-legais clínicas e psíquicas, notificação ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Também são providenciados atendimentos emergenciais em saúde e o encaminhamento para tratamento terapêutico na rede de saúde do município de origem da vítima. 

Lei da Escuta

A Lei 13.431/ 2017 completa cinco anos de aprovação e implantação no dia 4 de abril de 2022. Através dela, ficou estabelecido o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, bem como as formas como as crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência devem ser ouvidas no âmbito da rede de proteção e sistema de justiça, sendo por isso, também conhecida como Lei da Escuta.

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